17/12/11

O PPL chegou!

O Partido Pátria Livre de Jaú não está ocupado neste momento em discutir (e muito menos decidir) se terá ou não candidato a prefeito, pois estamos focados em se desenvolver enquanto organização política, preparando as pré-candidaturas e criando condições objetivas que nos permita tomar uma decisão em relação à eleição majoritária no momento adequado com convicção e responsabilidade.

Chegar à Prefeitura não pode ser um projeto pessoal para suprir carências ou realizar sonho de criança. Trata-se de um projeto coletivo e muito sério que envolve a vida de milhares de pessoas. Por isso, estamos interessados em pensar no interesse da cidade e das pessoas que vivem nela antes de qualquer definição pessoal ou individual. Nesse sentido, estabelecemos um cronograma de atividades que envolve reuniões ordinárias mensais, dois grandes encontros de planejamento, reuniões dos grupos de trabalho e a convenção municipal, dando oportunidade para que todos filiados e filiadas possam participar das atividades com direito a voz e a voto.

No aspecto institucional, pretendemos ampliar as filiações sob o critério da qualidade, aumentando nosso quadro sem banalizar ou massificar indistintamente as adesões, pois nos interessa um grupo pequeno, coeso e comprometido, ao invés de centenas de “fichas” que só servem para votações internas cujo objetivo é sempre garantir o poder do grupo dirigente. Dessa forma, nossa campanha de filiação segue uma receita pouco convencional, algo como “se você acredita no PPL, filie-se”, mas desde que o PPL também acredite em você.

Visando o aprimoramento político dos nossos filiados e filiadas, bem como o preparo técnico necessário para impulsionar nossas pré-candidaturas, vamos investir em capacitação, em especial sobre políticas públicas e o processo eleitoral. Com esse objetivo, além do material distribuído e das reuniões mensais, realizaremos em janeiro o 1º Encontro de Planejamento, cuja programação prevê na primeira parte um “curso de formação” para os pré-candidatos e pré-candidatas e uma segunda parte deliberativa na qual serão tomadas decisões estratégicas para que o partido se afirme no cenário político local. Será o momento do lançamento interno das pré-candidaturas.

Neste encontro também serão formados e confirmados os grupos de trabalho com responsabilidades e tarefas específicas. Entre esses grupos, estará aquele que assumirá a elaboração de um Plano de Governo com propostas concretas e viáveis para o desenvolvimento econômico, social e cultural da cidade, baseado na realidade local e definido sob a ótica ideológica do partido. O grupo terá até o mês de abril para diagnosticar a situação, discutir com a sociedade e formatar a primeira versão para que seja debatida e aprovada. Ele terá um claro desafio: ter ousadia para nos surpreender.

Esse trabalho será essencial, pois entendemos que ao invés de apresentarmos uma pré-candidatura e depois corrermos rascunhar algumas propostas para dar a ela sustentação programática, devemos primeiro deixar claro, para nós e para os outros, o que pensamos e vislumbramos para a cidade efetivamente, ou seja, definirmos nosso referencial para dialogar tanto internamente quanto externamente com outros partidos.

É a lógica de qualquer projeto eleitoral consistente, mas que, infelizmente, anda quase esquecida por muitos protagonistas do processo eleitoral local.

No mês de abril realizaremos o 2º Encontro de Planejamento, ocasião em que iremos
discutir nossa política de alianças e definir a tática eleitoral que será adotada para o processo eleitoral tanto para a eleição proporcional quanto para a majoritária. A discussão interna e sistemática sobre uma possível candidatura majoritária só terá início a partir desse encontro, isso depois de avaliadas as propostas de aliança visando apoiar alguma candidatura de outro partido, como do PT, por exemplo, um parceiro que consideramos prioritário e apoiamos na esfera nacional.

Ainda assim, a decisão final sobre nosso projeto nas eleições ficará reservada para a Convenção Municipal marcada para junho. É só ela que irá oficializar o posicionamento do partido nas eleições e as chapas com as respectivas candidaturas. Portanto, até a convenção, serão apenas especulações por parte dos outros enquanto da nossa parte será muito trabalho para se fortalecer e (assim espero) surpreender, não apenas no ano que vem, mas daqui por diante.


*Publicado no jornal Comércio do Jahu - 12/2011

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